O Sol Da Justiça Em Dias Nublados

Malaquias 4.2

                Os astros, que foram criados por Deus (conf. Gênesis 1.14ss) já serviram, e muito, para nortear a vida de navegadores e agricultores, por exemplo. Saber que direção tomar e qual a época propícia ao plantio das sementes era indicado pelas estrelas e pela lua. Dá para imaginar, então, como seria uma noite nublada para o navegador no meio da vastidão do oceano; e como o despontar do sol na manhã seguinte lhe daria esperança. O sol também era a sua referência!

O povo de Deus relatado no livro do Profeta Malaquias estava sem rumo e sem referência. Algumas perguntas que o Senhor e, consequentemente, o Profeta ouviam do povo eram a marca disso. Logo na abertura do livro ouvimos Deus dizer: Eu vos tenho amado, mas vós dizeis: ‘Em que nos tens amado?’ (1.2). E o povo continua: Em que desprezamos nós o teu nome? Em que te havemos profanado? Por quê? Em que o enfadamos? Em que havemos de tornar? Em que te roubamos? (conf. 1.6, 7; 2.14, 17; 3. 7, 8). Perguntas vazias; sem razão, sem rumo, sem sentido…

O Senhor é o sentido de ser do seu povo; a razão da vida. Cristo é o Farol que indica a direção correta. O Espírito Santo é quem conduz o povo de Deus até lá. Há algum senão que seja preciso perguntar, de forma inadvertida, a Deus? Ou não seria melhor ter uma caminhada na certeza que a fé dá?

É nesse fundamento da fé que a Palavra de Deus indica a que se busque; e, também, a que se tenha a esperança no cuidado do Senhor para com o seu povo. Porque é assim que, finalmente, o Senhor se apresenta àquele povo que se encontrava sem referência: como o Sol da Justiça. O Sol da Justiça em dias nublados! O Sol da Justiça em vidas nubladas! O Sol que traz a salvação. O Sol que guia seu povo pelo novo e vivo caminho (conf. Hebreus 10.19ss) que é Jesus Cristo, o Senhor!

Que Deus abençoe o seu povo!

Pastor Maurício